29 de julho de 2017

Planos e mais planos...

Bom dia! É sábado, é quase agosto e estou quase de férias. Tinha planos para hoje e o primeiro era dormir até tarde. A miúda chamou-me às 6h45 a dizer que não tinha sono... What? Deitou-se à meia-noite... portanto lá a "obriguei" a voltar para a cama.

Que bom, pensei eu, de volta aos meus planos matinais, dormir até tarde!

Só que não consegui... depois de dar 20 voltas na cama peguei no telemóvel e naveguei pela net à procura de ajuda para refazer os planos para esta manhã.

Voltei a instalar o SportStracker. Uma aplicação que me ajuda a correr e a ver a evolução dos meus treinos. Acho que vou sair da cama, vestir o equipamento e desatar a correr que nem uma Rosa Mota.

Ups... São 8h20 e a miúda acabou de se aninhar aqui entre mim e o pai.

E agora? Vou correr ou fico no mimo com esta coisa fofa?

...

28 de julho de 2017

Os meus waffles

Que fome que eu tinha ainda há pouco tempo... Resolvi fazer uns waffles e o filho de 12 anos também quis, mas disse-me logo que queria com farinha normal.
Ele é muito esquisito e acha que tudo o que é saudável, tudo o que os pais comem com prazer não presta ou vai fazer-lhe mal.
Eu disse-lhe para estar descansado que ia fazer como ele gosta... Deixei-o ir para o quarto e num instantinho fiz a massa (que não levou farinha normal nem açúcar branco).
Como gosto de inventar fiz uma massa a olho, ou seja não tenho o peso dos ingredientes... Algo a melhorar, eu sei!
Mas pronto, usei uma mistradora onde pus todos os ingredientes e resultou numa massa cremosa, mais líquida do que espessa e resultou na perfeição.

Waffles do Bem

3 ovos
3 csopa farinha de aveia
2 csopa farelo de aveia
1 csobremesa fermento
3 csopa de leite de coco
1 csopa de açúcar de coco

Cobertura
Iogurte grego e canela

Ficaram uns waffles muito fofinhos, leves e pouco doces como eu gosto.






Quanto ao miúdo esquisito-que-não-gosta-de-coisas-saudáveis levou os seus dois waffles para o quarto apenas com açúcar e canela por cima, comeu tudo e não se queixou.

Mãe-saudável 1 - Filho-esquisito 0






27 de julho de 2017

Tarde de costura...

Há uns tempos que pretendia fazer um vestido para mim. Hoje foi o dia!

Fomos para casa da minha mãe com um tecido e uma renda previamente comprados e uma ideia genial: fazer dois vestidos iguais. Um para mim e outro para a filha!

E assim foi! Primeiro procurámos nas revistas Burda dois modelos semelhantes. Depois tirámos os moldes, e cortámos o tecido.

Eu sei costurar há uns 6 anos mas sou sincera, tenho algum receio de fazer roupas. Então estes dois vestidos foram feitos a 4 mãos e ficaram acabados numa tarde. A minha mãe, cheia de paciência e vontade de ensinar, lá me foi mostrando os truques e a melhor maneira de fazer isto ou aquilo. Obrigada mamã!

Entretanto já tirámos umas fotos "pirosas" na varanda da casa dos meus pais, todas vaidosas com os vestidos novos.  

O que acham?

Eu adoro e a miúda também! 



26 de julho de 2017

Fomos aos saldos

Uma pessoa passa uma vida a comprar os seus trapinhos XL ou L (com alguma sorte) e, apesar de já caber em tamanhos M e alguns S não se consegue mudar a mentalidade de um dia para o outro.

Ora hoje, dei um pulinho aos saldos para os miúdos, que crescem que nem ervas daninhas e as roupas do ano passado já não lhes servem muito bem.

Para o miúdo trouxemos uma t'shirt e uns ténis, número 40.... What???? O meu bebé de doze anos já pode dormir em pé.

Para a miuda também vieram uns ténis e uma t'shirt "daquelas que mostram a barriga"... hummm... cá para mim aos 13 anos vai-me pedir um piercing no umbigo.

Para mim encontrei uma T'shirt giríssima na Zara, na zona das crianças... tamanho 14/15 anos. Não quis acreditar... Fica-me tão bem e a sensação de a vestir, olhar ao espelho e gostar do que se vê. Afinal a Vera magrinha está por aí... está na hora de aceitar este facto, mais do que comprovado.

Conclusão - Eles estão a crescer e eu... a ficar mais pequena! ThankGod!


24 de julho de 2017

Comidinhas novas

Já tenho saudades de escrever. Já tenho saudades de cá vir ao meu blogue. Ando por aí a ler e a divagar nos blogues dos outros. E há com cada blogue tão interessante.

Ultimamente tenho procurado receitas e ideias para me ajudarem a comer de uma maneira mais saudável e simples. 

Conheci há uns 3 ou 4 meses o conceito Paleo que me tem ajudado a fazer umas mudanças cá por casa, não só para a perda de peso mas também, e principalmente para uma mudança de hábitos dos mais novos.

Deixo-vos as fotos de algumas das novas experiências. Mais tarde irei colocar as receitas.


                         
Queques salgados de ovos

Bolinhos de Coco e aveia







    Bolo de banana e amêndoa 


Ps- As receitas? Vou vendo por aí e depois improviso de acordo com o que tenho em casa. Assim que puder ponho a receita dos queques salgados, que são super fáceis e dos bolinhos de Coco e aveia. 

E vocês? O que têm cozinhado por aí, de novo?
Beijocas😙😙😘

28 de maio de 2017

Festa é festa

Aproxima-se a época das festas de verão. Aproxima-se a época do caracol, da bifana e da imperial. Aproxima-se a época dos bailaricos populares, dos encontros com os amigos e das noites quentes e divertidas.

Em Santa Marta do Pinhal, freguesia de Corroios, conselho do Seixal comemora-se este ano de 2017 o 8º aniversário do Clube Associativo Santa Marta do Pinhal - CASMP.
E como são feitos estes festejos? Da melhor forma!!!!

De modo a comemorar mais um aniversário a direção do CASMP e seus colaboradores e amigos organizam as, já muito conhecidas, festas mais animadas da zona. 

De entre os "comes e bebes" que toda a gente aprecia, destacam-se as bifanas, entremeadas, couratos e caracóis, não esquecendo o chouriço assado ou o caldo verde quentinho. Tudo isto deve ser bem regado com as imperiais fresquinhas. 

As festas de Santa Marta decorrem aos sábados e algumas sexta-feiras e o palco tem sempre convidados especiais que animam a noite e põem todos a dançar. Este ano o CASMP convidou, entre outros artistas, Trigo Roxo, Cátia Sofia, Nelson e Nelson, Helder Costa e Hakunamatata. Ao longo destas 10 noites de festa, o Clube quis também dar lugar a artistas da terra como Diana Soares, Manuel Loureiro e Luís Gonzaga.

No dia 5 de junho realiza-se a sessão solene comemorativa do aniversário do Clube, que será abrilhantada pelo grupo de cantares do CASMP - Os rouxinóis.

No dia da Criança existirão espetáculos e animação para os mais pequenos. 
A Zumba terá também lugar nestas festas com aulas abertas a todos que queiram praticar esta divertida  modalidade.

O espaço onde se realizam as festas, o campo de basquete no jardim de Santa Marta, não ficaria completo sem as famosas barraquinhas das pipocas, das farturas ou de artesanato.

Animação não vai faltar nos próximos dias 1, 3, 5, 9,10, 16,17, 23, 24, 30 de junho e 1 de julho! Fica o convite! 

Obviamente que estas festas não seriam possíveis sem os apoios da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia de Corroios e dos vários patrocinadores.





26 de maio de 2017

No meu silêncio

@ No silêncio dos meus pensamentos atormentados perco-me.
Perco-me  no diálogo rebuscado e ofensivo dos meus eus.
Perco-me no desafio de querer ignorar estas vozes, estes gritos, estes diálogos.
Conversas egoístas onde nenhum dos meus eus ouve o outro.
Inimigos, incongruentes, confusos, devastadores.
Paro para ouvir com atenção. Paro para tomar uma decisão.
Deixo  de os ouvir. Calam-se. Mas estão lá!
Sombras escondidas nas sombras da assombrada mente onde vivem, crescem, alimentam-se e reproduzem-se. Seres vivos imortais.
Paro para escutar mas eles, calados observam-me e esperam... quando me distrair voltam a sair das sombras, sorrateiramente e gritam palavras obscenas, riem, riem muito. Falam alto. Eu ignoro ou tento ignorar,  mas sei que falam de mim ou para mim... não sei!
Gritam, pulam, movimentam-se. Abanam todo o meu ser. E eu?...
Fujo. Escondo-me. Encolho-me num canto escuro da minha mente e fico por lá. Aguardo ansiosamente que se calem. Aguardo até morrer, se preciso for, pois não encontro forças para os matar primeiro.

Vera

23 de maio de 2017

Por um planeta melhor...

Cansei-me! Cansei-me mesmo! Perdi a conta aos guardanapos de papel, sacos de plástico e folhas de alumínio que gastamos cá em casa com os lanches dos dois miúdos. 

Normalmente peço para reutilizarem os sacos mas nem sempre me ouvem, principalmente o miúdo de 12 anos, que está a entrar "naquela fase", nunca ouve o que a mãe diz.

Resolvi a questão desta forma: peguei num tecido plastificado e num instante fiz esta bolsinha para a miúda.





Vamos começar amanhã a experiência. Em princípio vai ser para levar uma peça de fruta, no entanto, dá também para levar pão, bolachas, frutos secos...


O material é lavável à mão ou na máquina e o melhor de tudo: protegemos o meio-ambiente e poupamos dinheiro. 

Assim que tiver um tempinho livre, sento-me à máquina e faço mais uns saquinhos do mesmo género. Vou querer um ou dois para mim, claro! 

Já o rapaz de 12 anos... vai ser mais difícil mas, nada como um "chorudo" aumento na mesada para o convencer a usar uma bolsinha destas.  

19 de maio de 2017

Mais uma mensagem XXII

O quarto não era nada de especial. Pequeno, simples e de cores claras. Não  era um quarto de motel para amantes. Não era um motel. Não tinha um espelho no teto nem flores numa jarra. Era um simples quarto com uma cama no centro, duas mesas de cabeceira, um pequeno sofá azul escuro, já bastante coçado pelo uso. Na parede da cabeceira da cama estava pendurado um quadro grande com uma pintura abstrata em tons de vermelho e preto. Sofia não gostava daquele quadro e nada tinha a ver com o resto da decoração. Das várias vezes que pernoitaram neste quarto, Sofia olhava de soslaio para o mesmo e torcia o nariz. Mas não estava naquele quarto para apreciar arte. A janela antiga, com vista para as traseiras da casa, decorada com um cortinado florido, antigo e fora de moda, era aberta assim que chegavam ao quarto, tal era o cheiro a mofo. Num dos cantos do quarto estava uma mesinha redonda com uma pequena televisão, um candeeiro cuja lâmpada estava fundida e um cinzeiro de metal. Nenhum destes 3 objetos foi usado nessa noite. Mas a cama foi. A cama foi usada apesar de os lençóis não serem de seda, apesar de não haver almofadas a embelezá-la, apesar de não ser confortável.
A cama. O ponto de encontro. O porto de abrigo. O ninho. O núcleo. O ponto de partida de uma relação proibida. O começo de um relacionamento privado. O berço de momentos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis. Sofia passou a chamar-lhe "a nossa cama".
Filipe tinha um amigo que alugava quartos para férias, na Nazaré. O negócio havia sido durante muitos anos da sua mãe, a "ti Joaquina", nazarena de sete saias amplamente conhecida por portugueses e estrangeiros que por ali passavam férias. De sorriso simpático cativou milhares de clientes para alugar os seus quartos, rooms, chambres, zimmers.. Assim que a "ti Joaquina" faleceu, o filho Pedro passou a alugar os quartos também aos seus amigos na época baixa, para levarem as suas namoradas ou conquistas. Filipe passou a ser um destes clientes. Um cliente habitual.
Sofia acordou sobressaltada sem saber bem onde estava. Tentava adaptar os olhos à escuridão quando se lembrou. Virou-se na cama e colocou o braço sobre o peito nú, quente e musculado de Filipe. Sorriu e beijou-o ao de leve no ombro. O surfista dormia profundamente. Sofia olhou-o, na penumbra do quarto, observando os traços do seu rosto. Parecia ter sido desenhado por anjos ou arquitetos. Os seus traços eram perfeitos. Inalou o cheiro do cabelo e do pescoço e sentiu o aroma perfeito. Parecia ter sido pensado por perfumistas conhecedores dos aromas e das fragrâncias que Sofia mais gostava. Passou o dedo suavemente pelos lábios do surfista e ele, ainda a dormir, sorriu. Pouco tempo depois Sofia adormecia, também com um sorriso nos lábios.
Tinham tido uma noite perfeita. A primeira de muitas noites que ainda iriam ter. Sofia não se importava  de ser a outra, a amante... Sofia queria viver com Filipe apenas aqueles momentos. Voltou a explicar-lhe que não era  uma mulher para casar. Era uma mulher para ter prazer e dar prazer. Não estava preparada para viver com ninguém. Não queria ter que dividir casa, carro e cama com ninguém. Queria partilhar o seu corpo com Filipe. Queria partilhar sabores, odores, gemidos e sorrisos.
Filipe não se importava. Mas lá no fundo queria ter Sofia todos os dias. Queria ensiná-la a surfar. Queria cozinhar para ele os seus pratos preferidos. Queria poder ver a linda e sensual Sofia a envelhecer a seu lado. Nunca lhe disse isso. Guardou-o para si. Ela  nunca iria entender.
Na manhã seguinte, bem cedo voltaram às suas vidas normais. Nada do que tinha acontecido entre aquelas quatro paredes era para ser partilhado. Nenhum dos momentos vividos naquela cama seria relatado a terceiros. O mundo real jamais entenderia. O mundo real é preconceituoso e cruel. No mundo real não há espaço para eles.
Fecharam a porta do quarto e deram um último beijo. Mas ambos sabiam que não era o último beijo. Ambos sabiam que assim que a fome voltasse e o desejo surgisse, aquela porta tornaria a abrir-se para eles. A cama voltaria a ser a "sua cama". As paredes do quarto pequeno, simples e de cores claras voltariam a presenciar momentos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis.

13 de maio de 2017

10 de maio de 2017

Mais uma mensagem XXI

Sofia estacionou o carro mas não o desligou logo de modo a poder ouvir até ao fim a mais recente música "Man on the moon" dos norte-americanos REM. Ouvia com atenção a letra enquanto observava  a rua onde se encontrava. Vazia, não se via ninguém por ali. Um nervoso miudinho fê-la estremecer por dentro. Estava uma noite muito escura e estava um frio de rachar.
Acabou de ouvir a música, inspirou fundo e pensou que tinha chegado o momento. O momento de esclarecer tudo com Filipe, com o surfista loiro de olhos azuis que faz o seu coração bater mais forte desde o verão passado. Enquanto subia a rua deserta que a levaria ao encontro marcado, apertou até acima o seu blusão de penas, tremeu de frio e reviu na sua mente o que tinha planeado dizer. Sentia-se nervosa e ansiosa... como uma atriz que se prepara para subir ao palco e estrear uma nova peça. Era a atriz principal e no momento estava com medo de ter uma branca. Tinha tantas perguntas para lhe fazer... mas temia que ao contracenar com o outro protagonista ir-se-ía esquecer de tudo.
Num instantinho chegou ao miradouro que estava praticamente deserto... Olhou para o seu relogio de pulso, 21h35, estava 5 minutos atrasada mas não se preocupava pois andou a adiar este encontro por quase 3 meses.
Percorreu o local com os olhos pouco habituados ainda à luminosidade que se fazia sentir e vislumbrou um grupo de 4 jovens rapazes que, sentados no muro do miradouro, conversam, riam e fumavam uns cigarros duvidosos. Viu também, sentado num dos bancos de madeira da praça, um idoso, provavelmente, sem-abrigo, acompanhado pelo seu cão, por sinal também com bastante idade. Sentiu compaixão pelos dois. Estava frio e ambos mereciam um sitio mais aconchegante e quente para passarem a noite.
Finalmente viu o surfista, sentado no muro do miradouro com as pernas para fora, virado para o precipício e de costas para ela. Tinha o cabelo solto que voava revolto ao sabor do vento frio e agreste que soprava. Suspirou, encheu o peito de ar frio e sussurrou:"Vai-te a ele Sofia"  enquanto dava o primeiro passo da curta caminhada até ele.
- Boa noite! - a voz saiu-lhe rouca e sumida e teve até receio que fosse inaudível. Mas o surfista ouviu e virou-se com rapidez assim que escutou aquela voz doce e sensual...
Com um grande sorriso nos lábios mas olhar inquisidor e reticente respondeu:
- Olá Sofia, como estás? - saltou do muro e ficou de pé em frente a ela com uma tremenda vontade de a abraçar, de a elevar nos braços e de beijar os seus lábios. Conteve-se, mas desejou que aquele encontro permitisse que tal voltasse a acontecer.
Sofia cumprimentou-o, friamente, com dois beijos na face e as suas pernas tremeram e fraquejaram... Era impossível deixar a cabeça mandar, por mais planos racionais e inteligentes que fizesse, por mais séria e adulta que tentasse ser continuava a sentir-se uma adolescente parva que não sabe reprimir e controlar os sentimentos.
Ambos sorriram e durantes uns breves segundos os seus olhares ficaram presos um no outro. O momento foi interrompido pela voz de Filipe:
- Já jantaste Sofia? Podemos ir até ao meu restaurante, comemos qualquer coisa e conversamos. - propôs o surfista.
- Pode ser... ainda não comi nada e gostava de conhecer o teu restaurante. -respondeu Sofia hipnotizada pelo olhar profundo do surfista.
- Então vamos lá! - Filipe estendeu a mão a Sofia de modo a que ela lhe desse a sua mas assim que viu o olhar reprovador da rapariga baixou a mão e riu-se baixinho.
No restaurante, jantaram calmamente e conversaram. Sofia disse-lhe que tinha ficado desiludida com o facto de depois de terem uma noite magnífica de sexo, ele a ter abandonado sem grandes explicações. Acabou por se sentir usada e abandonada. Sabia que ele tinha uma namorada mas achava que merecia uma conversa antes de ele desaparecer.
Filipe sentiu-se terrivelmente mal... acabou por explicar que tinha gostado tanto daquela noite que desde então não pensava noutra coisa. Foi-se embora com receio de se apaixonar por Sofia... Filipe sabia que ela não queria relacionamentos sérios e  preferiu não prolongar algo que não teria futuro.
- Bem, parece que nenhum nós sabe o que o outro quer... ou melhor, nenhum de nós sabe o que quer! - disse Sofia saboreando um gole de vinho tinto.
- Eu sei que te quero Sofia! Sei que todos os dias desde essa noite de verão penso em ti e que me apetece ter-te de novo nos meus braços... - sorriu e esticando o seu braço roçou os seus dedos, ao de leve, na face de Sofia que o olhava embevecida ao ouvir tais palavras.
Fechou os olhos e apreciou o toque carinhoso do surfista. Num repente, sentiu os lábios quentes e macios de Filipe a beijarem os seus. Um beijo intenso, profundo e arrebatador que não durou mais que 3 ou 4 segundos mas que chegou para paralisar a respiração e os batimentos cardíacos dos dois.
- Filipe... és louco! - olhou em volta de modo a perceber se o momento ousado e proibido tinha sido visto por um dos empregados ou pelo casal que jantava na mesa do outro lado do pequeno restaurante. Mas ninguém viu.
- Calma - sorriu Filipe e os seus olhos azuis brilharam de paixão. - Tinha tantas  saudades tuas! Fica cá está noite... comigo!
Sofia nem queria acreditar no que ele lhe estava a propor... Era tão errado, mas tão incrivelmente tentador... Sofia não controlava os seus pensamentos que voaram até à praia da Riviera onde, há apenas 3 meses se entregara a Filipe. A hipótese de voltar a estar com ele, de voltar a senti-lo em si deixou Sofia com a estranha sensação, no baixo ventre, que mostrava claramente o que o seu corpo queria que respondesse.
- Filipe... vou ser muito sincera contigo. Eu vinha preparada para pôr um ponto final neste assunto. Cada qual devia seguir a sua vida e fazer os possíveis para esquecermos tudo o que se passou. - Filipe olhava-a com atenção, mas com um sorriso provocador, antecipando como iria terminar aquele monólogo. - Eu vinha preparada para tudo isso, mas tu tens o dom de me deixar a tremer por dentro... - sorriu e desviou o olhar envergonhada.
- Hum... estou a gostar desta parte... deixo-te a tremer?! - levantou-se rapidamente, piscou-lhe o olho e afastou-se em direção à cozinha do restaurante.
Sofia riu-se e aguardou o seu regresso. Terminava o vinho que ainda tinha no copo quando Filipe regressou com duas taças de mousse de chocolate.
- Espero que gostes de mousse caseira! E espero que não leves a mal esta minha pressa.. é que eu agora só te quero tirar daqui!
- Filipe... tu és mesmo doido!
Sofia sabia que nada do que tinha planeado estava  a acontecer, no entanto, percebeu que naquele momento intenso estavam ambos tão felizes, que nada haveria a fazer. Ia ter de passar a noite por ali... No dia seguinte logo voltaria ao plano A, ou não...

Estão aqui todos os capítulos:

8 de maio de 2017

Dia da Mãe... é só mimos

Nunca liguei muito aos "dias de qualquer coisa" e o dia da mãe está incluído. Assim, este dia da mãe fomos apenas dar uma voltinha à Fonte da Telha para beber um café e para os miúdos darem uns toques na bola.

Na esplanada, preparava-me para tirar umas selfies com o miúdo adolescente quando ele me diz:

- Estás cheia de cabelos brancos, mãe!

O meu olhar de reprovação faz com que ele e o pai desatassem a rir. Mas não ficou por aqui no que aos mimos diz respeito:

- Olha... e também tens bigode! -apontando para o meu buço que aguarda uma sessão de depilação definitiva na minha esteticista.

Risota dos dois marmanjos, sabendo que eu nem levo a mal estas brincadeiras.
Chega a miúda que tinha estado no areal a dar uns toques e peço-lhe ajuda.

- Lara, querida, ajuda-me... Diz-me coisas bonitas - peço-lhe com cara tristonha, ao que ela responde com cara de anjo:

- Lara!!!

Tenho uma família de cómicos e ninguém me tinha avisado!

1 de maio de 2017

Mais uma mensagem XX

Filipe não estava feliz... sentia-se deprimido e triste. Por mais que tentasse esquecer os bons momentos que passara com Sofia não havia como o fazer. Chegava a adormecer com ela no pensamento, sonhava com a sua imagem e o primeiro pensamento a surgir de manhã era o seu sorriso. Não gostava da sensação pois sempre pensara que Sofia seria apenas uma aventura passageira, no entanto, sentia saudades dela e o seu coração sorria sempre que se lembrava dela.
A Patrícia, sua namorada e companheira, apesar de andar  tão distraída e ocupada com os campeonatos de surf que organizava pelo país inteiro, reparava que ele andava distante e diferente... indiferente também. Questionou-o várias vezes sobre a razão da sua indiferença, chegando mesmo a perguntar-lhe se ele havia conhecido outra pessoa. Fê-lo em tom de brincadeira mas deixou Filipe ainda mais ansioso em relação aos seus sentimentos. Não iria pôr em causa uma relação certa e real com Patrícia por não conseguir parar de pensar em Sofia. Ainda se ela lhe ligasse, se lhe desse um sinal de que valeria a pena... possivelmente ele não esperaria pela segunda oportunidade.
Por várias vezes pensou voltar à Costa de Caparica... por várias vezes ponderou telefonar a Sofia para ouvir a sua voz e o seu riso... mas de cada vez que tal lhe passava pela mente, acabava por desistir pois sabia que ela estava bem sozinha e que muito provavelmente nem pensava nele. Ela mesma tinha afirmado que não estava disponível para relacionamentos longos...
Acabou por se dedicar ao seu novo negócio um restaurante bem perto da Nazaré, no Sítio, onde podia, a qualquer altura pegar na sua prancha e dominar as ondas ou simplesmente sentar-se numa das escarpas e observar o mar, o pôr-do-Sol e toda a beleza natural que tanto adorava. Por vezes visitava os seus avós em Abrantes, a sua cidade Natal. Sabia bem voltar a casa, estar com os amigos e com os seus segundos pais. Os avós cuidavam dele desde que Filipe ficara órfão e esmeraram-se na sua educação. De qualquer forma Filipe tinha sido um jovem rebelde e malandro, até conhecer Patrícia num campeonato de surf na praia Grande. Apaixonaram-se logo e pouco tempo depois já viviam juntos. Foi com Patrícia que Filipe se imaginou casado, a ter filhos... Tinham o mesmo estilo de vida, ambos tinham os mesmos interesses e Filipe conseguia imaginar-se a ser fiel àquela mulher... Até conhecer Sofia!
Agora tudo o que imaginara com Patrícia visualizava Sofia no seu lugar e a sensação de ser Sofia a sua mulher era muito mais interessante. A ideia de Sofia poder ser um dia a mãe dos seus filhos deixava-o bastante mais feliz...

Entretanto, em Lisboa, Sofia saía da livraria com um plano em mente... Meteu-se no carro e seguiu viagem até à Nazaré. Já tinham passado três meses desde que recebera a última mensagem de Filipe e o tempo que passara servira para ponderar no que tinha em mente. Iria procurar Filipe. Queria conversar com ele... estava farta de jogar aquele jogo. Queria chegar ao the end! Apesar de ter apagado o número de telefone da sua lista de contactos tinha-o memorizado mesmo sem querer. Assim que chegasse ao destino iria ligar-lhe... e explicar a razão de o querer ver. Não gostava daquela sensação de um trabalho inacabado... era quase como ler um livro que estava a adorar, colocá-lo numa prateleira para nunca mais o ler. Ela queria saber o final desta história.

O reencontro não foi nada o que cada um tinha em mente... Ambos chegaram ao local combinado de pé atrás e sem saberem muito bem como se comportarem perante o outro. Filipe chegou cedo visto que o local combinado era bem perto do seu restaurante. Tinham optado por se encontrarem num sitio público, mesmo no miradouro com uma vista magnifica sobre Nazaré, sobre o oceano... seria um local romântico para um casal namorar, trocar juras de amor ou beijos apaixonados. Mas Sofia tinha deixado bem claro, na conversa que tiveram ao telefone, que  apenas queria conversar. Filipe estava ansioso e feliz por voltar a ver Sofia, ainda que soubesse que não a iria ter nos braços, principalmente ali... na rua onde muitas pessoas conhecidas o poderiam ver.

Trabalho de grupo do mano

A miúda está a adorar o trabalho de grupo cá em casa... trabalho de grupo do irmão mais velho, claro!
Estão cá em casa 3 amigos do irmão, todos com 12 anos, muito simpáticos e bons alunos.
Sabem o que ela fez? Começou a fazer os TPC e pediu-lhes ajuda.
Chamem-lhe esperta...
Entretanto o trabalho já está feito e eles aproveitaram para andar aos tiros cá por casa...

Atenção, não me estou a queixar, antes pelo contrário... adoro ver que os miúdos crescem saudáveis e felizes.
Venham mais trabalhos de grupo deste género... que os miúdos agradecem! E os pais também!




6 de março de 2017

Vai uma Pavlova?

Finalmente decidi-me a fazer a tão falada, e bem falada, Pavlova.

Correu muito bem e o sabor é divinal. No fundo é um suspiro gigante com uma cobertura fresca. 

Estava tão bonita e deliciosa!!! 



 

4 de fevereiro de 2017

40 dias para os 40

De hoje a 40 dias completo 40 anos de idade e ao contrário do que se possa pensar até estou deslumbrada  com a ideia.

Não sinto que eu seja um número, não sinto que a idade dite aquilo que sou, aquilo que penso ou aquilo que faço.

Mas há sempre "pequenos nadas" que me alertam para o inevitável envelhecimento do corpo. E quando esses "pequenos nadas" vêm de uma criança de 8 anos que me ama incondicionalmente (até chegar à adolescência, claro)... então eu tenho mesmo de pensar no peso da idade.

Hoje não me "arranjei" como habitualmente, ou seja, não me preocupei muito com o cabelo, maquilhagem e roupa.

Comentário da filha enquanto jantávamos no AlmadaForum:
- Com o cabelo assim pareces... (pausa demorada) ... pareces mais velha...
Sorri para a miúda  (aposto que notou que era um sorriso amarelo) e ela rematou com uns olhitos meigos:
- Desculpa mas é verdade!



Tinha mesmo de ser este???

Ah e tal uma pessoa não caminha para nova...
Ah e tal as más posturas habituais ao longo dos anos começaram a fazer efeitos...
Ah e tal o meu osteopata diz que eu estou toda "empenada"...

Resolvi comprar algo que sempre associei à terceira idade... Resolvi comprar um saco de água quente para atenuar as dores nas costas.

Não, não é para me aquecer nas noites frias de inverno que era para isso que os "velhotes" da minha infância tinham os tais sacos de borracha e cheiro a pneu...

Enfim, lá fomos em família até à "loja da vaca" onde já tinha visto uns sacos muito giros. Estes sacos de água quente têm umas capas muito coloridas, fofinhas e bonitas. Estava indecisa entre duas que tinham daquelas frases fixes que no meu íntimo afastavam e punham mesmo de lado a ideia pré-concebida que tinha sobre estes sacos.

Acabei por pedir ajuda aos meus 3 acompanhantes... e eles ganharam.

Acabei por trazer o saco com a capa mais estranha e menos gira que lá havia! Tenho uma família com um sentido de humor muito... sei lá... requintado!

Vou só ali aquecer um pouco de água e acalmar as dores da idade!

1 de fevereiro de 2017

Mais uma mensagem XIX

Sofia releu a mensagem em voz alta como que a querer ter a certeza de que estava a ler bem...
 "Minha querida, voltei para Nazaré. Tudo o que se passou connosco foi espetacular, mas eu tinha de voltar para a minha namorada. Espero que compreendas. Um beijo. Filipe" 
Voltou para Nazaré??? Assim sem avisar? Ainda ontem... Carambas foi tão especial ontem na praia...- pensava Sofia. Pelo menos para ela tinha sido um momento muito especial pejado de paixão e cumplicidade.
Voltou para a cama cabisbaixa, atirando com raiva o seu Nokia para a mesa de cabeceira! 
Sentia-se usada e perdida. Sentia-se atraiçoada e enganada. Sentia-se roubada e traída. 
Ele tinha-lhe proporcionado uma noite tão especial, ela tinha adorado todos os momentos passados juntos,  tinha até planeado na sua cabeça futuros encontros. Pensava que também ela tivesse sido especial para ele... Caraças... ele era um valente cabrão! 
Saía assim tão repentinamente da sua vida como tinha entrado... mas o estrago que tinha deixado à sua passagem era devastador. Sofia não se sentia preparada para limpar esses destroços.
Recordou-se que tinha sido avisada pela amiga Carlota no dia em que o conheceu "ele tinha namorada e fama de conquistar muitos corações para depois desfazê-los em pedaços". Sim, na altura ela não lhe deu a devida importância mas agora percebia que fora infantil e descuidada.  
Atirara-se de cabeça num precipício onde não vislumbrava o fim... bateu no fundo e machucou-se, mais rápido do que planeara. 
"Que estúpida que és Sofia! Parva, mesmo... estavas a apaixonar-te por ele?... Não devias sentir mais nada a não ser atração física. Que burra..."- Lágrimas encetaram a descida vertiginosa pelas faces rosadas de Sofia. Eram lágrimas de raiva... Raiva que sentia por se ter deixado envolver daquela forma...Apaixonou-se por alguém que não merecia a sua paixão. O Filipe não merecia nenhuma daquelas lágrimas, não merecia qualquer sentimento que pudesse brotar do seu coração magoado e amargurado. 
Quantas mais miúdas estariam a chorar pelo surfista louro? Quantas miúdas teria ele conquistado para uma simples noite de sexo? Quantas mais teriam caído nos seus braços enganadas pelo seu sorriso lindo e olhos azuis?
As perguntas não paravam de surgir na mente angustiada de Sofia e não conseguia desculpá-lo. Não conseguia compreender como é que ele podia dormir de consciência tranquila... Afinal andava a trair a sua namorada e voltava para ela como se nada se tivesse passado.
Sofia resolveu reagir... não podia ficar a chorar por ele. 
- Ahhhhhhh - um grito de raiva acabou por sair da sua boca e em menos de trinta segundos já a sua irmã Rita assomava à porta do quarto.
-Então pá? Estás-te a passar? - perguntou com os olhos tão arregalados que quase lhe saltavam das órbitas ao ver o estado em que Sofia se encontrava -  Que se passa mana? - Questionou com preocupação.
- Não se passa nada - respondeu levantando-se da cama, com uma fúria no olhar e atirando a almofada tentado acertar na irmã - Sai daqui! Deixa-me em paz!

Sofia resolveu tentar esquecer o sucedido. Ía esquecer aquele quente mês de agosto Não podia deixar-se tomar por um sentimento de tristeza e raiva provocados por algo que estava condenado ao fracasso desde o início. Refletiu bastante nos dias que se seguiram àquela mensagem e resolveu tentar esquecer Filipe. Prometeu a si mesma que não voltaria a contactá-lo, apagou o seu número de telemóvel e nem sequer voltou à praia da Riviera. Estava decidida a reencontrar o sossego na sua vida de solteira, livre, autónoma e independente. 
As férias acabaram e voltou ao seu local de trabalho que tanto gostava, numa pequena livraria na baixa lisboeta, onde se podia entreter, distrair e sonhar no meio de livros, autores, clientes e visitantes. Sofia voltava a sorrir e a acreditar que aquele agosto tinha sido apenas um episódio menos bom da sua vida, uma aprendizagem e uma oportunidade para crescer.

Entretanto, na Nazaré, depois de uma hora no mar com a sua prancha, a tentar dominar as ondas rebeldes, traiçoeiras e enormes da praia do Norte, senta-se a observar o mar e um maravilhoso pôr-do-sol. Estava sozinho e os seus pensamentos voam até uma determinada noite de agosto, numa outra praia. Parecia visualizar tudo ao mais ínfimo pormenor, mas o que mais o fazia tremer por dentro era o sorriso sensual e maroto da morena Sofia que teimava em não lhe sair do pensamento.

27 de janeiro de 2017

Menina não joga

Desde sempre que gostei de dar uns toques na bola, era mais ou menos "maria- rapaz" quando era miúda e hoje tenho uma filha que joga à bola com os colegas da escola e que me deixa muito orgulhosa.

Na semana passada as minhas alunas de 9 e 10 anos queixaram-se que os miúdos da turma não as deixavam jogar futebol no intervalo. Lá desbobinei o que acho correto, como professora e como mulher: a igualdade dos géneros e a importância de sermos amigos uns dos outros, partilhando um jogo de futebol, não olhando a géneros ou capacidades futebolísticas. Deste modo ficou combinado que hoje ( eles só jogam futebol à sexta-feira) as miúdas levariam uma bola e os miúdos partilhariam o campo com elas. Acreditei que eles (os rapazes que jogam, pois nem todos o fazem) fossem capazes de algo tão bonito como isto: dividir o campo e deixá-la jogar, mal ou bem.  Mas não...
Correu tudo mal pois ainda há miúdos "machistas" que acham que as miúdas devem é brincar às casinhas. Elas bem que tentaram, invadindo o campo e relembrando o combinado mas não foram ouvidas por quatro ou cinco dos garotos.
Alegaram que elas não sabem jogar, que tocam na bola com a mão, blá, blá, blá...

Conclusão... fiquei triste, as miúdas ficaram tristes e alguns dos rapazes acabaram por perceber e ficaram tristes também.

Infelizmente não está nas minhas mãos mudar a mentalidade dos garotos, por mais que tente, por mais que lhes mostre o caminho correto a seguir, há sempre uma educação que já vem do berço.

Acabei por me dirigir às meninas dizendo-lhes que não precisam do campo de futebol para nada... Há no recinto da escola outros espaços onde elas poderão jogar sem miúdos e sem chatices.
Na próxima sexta-feira levarei os meus ténis e irei jogar com elas!

24 de janeiro de 2017

Pré-adolescência???

Socorroooo... a minha filha de 8 anos, por duas vezes neste fim de semana que passou, fez-me a seguinte pergunta: "É tão giro, não é mãe?"

Infelizmente não estava a falar de um peluche na prateleira de uma loja, nem de um casaco da moda, muito menos de um cãozinho bebé... Não!

A minha filha referia-se a jovens empregados, rapazes, que nos atenderam em duas lojas diferentes do Almada Fórum.

Imaginem a situação... aquela coisinha minúscula, a quem há bem pouco tempo eu mudava fraldas, de mão dada comigo a fazer-me esta pergunta "É tão giro, não é mãe?"

Socorroooo porquê ???
Porque ela só tem 8 anos, mas caramba... já tem muito bom gosto!

Amanhã...

Amanhã eu faço... amanhã eu digo... amanhã eu começo... amanhã eu termino... amanhã eu compro... amanhã eu vivo???

E até lá?

Hoje sorrio, brinco, aprecio, amo, saboreio, toco, aproveito, relaxo, leio, escrevo...

Enfim gosto mais do hoje, do agora, do momento presente...

Para amanhã fica sempre o que gosto menos, o que pressupõe muito trabalho e pouco prazer!

Amanhã eu mudo... prometo!

18 de janeiro de 2017

Mais uma mensagem XVIII

Adormeceram abraçados, sob o céu escuro pontuado por algumas estrelas reluzentes que brindavam ao nascer daquele relacionamento. Adormeceram embalados pelo som das ondas que rebentavam na areia da praia, como que a aplaudirem vagarosamente a paixão que tinha sido vivida naquele areal.
Foi Sofia que despertou primeiro mas deixou-se ficar... a saborear o momento. Filipe estava encostado às suas costas com o braço direito sobre ela. A sua mão pousava suavemente no seio destapado e frio. Sofia sentia a respiração quente no seu pescoço e fechou os olhos, revendo em câmara lenta os melhores momentos da noite. Era capaz de se habituar com facilidade àquele homem. Tinha sido um momento perfeito!
Filipe mexeu-se e acordou inspirando profundamente.
- Bom dia! - ironizou Sofia, visto que era ainda de madrugada. - Ainda bem que trouxeste as mantinhas. - disse virando-se para ele, beijando-o apaixonadamente e ajeitando a manta para se cobrirem melhor e se esconderem da natureza que os rodeava e observava curiosa.
- Hummm... gostava de ser acordado com este beijo mais vezes!-disse Filipe sorrindo e retribuindo o beijo de Sofia com outro, mais prolongado, ousado e apaixonado.
O beijo acabou por ser o acender do rastilho para novo momento de paixão. Sofia colocou-se sobre Filipe sentando-se sobre o seu estômago. Sorriu maliciosamente para ele e perguntou:
- Vamos embora ou ficamos mais um pouco? Acho que ainda não experimentámos tudo... - piscou-lhe o olho enquanto o acariciava no pénis de novo pronto para novas movimentações.
- Ui, eu não quero ir a lado nenhum Sofia!... Podes continuar o que estás a fazer! - disse Filipe levantando ligeiramente o tronco e apoiando-se nos antebraços para visualizar e memorizar aquele momento. O que Sofia tinha de inocente e educada tinha também de ousada e provocadora e Filipe estava a adorar conhecer aquela miúda morena e sensual. Seria mais uma paixão de verão, mais uma tesão provocada pelos dias quentes daquela estação? Possivelmente seria apenas mais uma grande noite de verão!!
- Quero provar-te! - disse ela imediatamente antes de se posicionar de modo a poder envolver o pénis duro de Filipe com os seus lábios. Filipe gemeu e fechou os olhos perante tal situação inesperada. Sofia estava a ser uma maravilhosa surpresa. Voltou a abrir os olhos e ficou deliciado a vê-la, a senti-la... Os seus lábios grossos e bem desenhados, em conjunto com a língua, as mãos dominadoras, os movimentos ritmados, os seus olhos amendoados que sorriam de prazer... tornavam aquele momento em algo inesquecível. Acariciou o seu cabelo encaracolado e agarrou-o de modo a dominar os seus movimentos... Não queria precipitar-se já num orgasmo...
Com alguma perícia inverteram as posições e foi a vez de Sofia render-se às carícias do surfista que ávido perdeu-se no meio das coxas de Sofia... estava quente e húmida. Filipe percorreu o interior das pernas com beijos e pequenas dentadas que faziam Sofia contorcer-se num misto de arrepios e prazer. As suas mãos agarravam no cabelo do surfista e conduziram-no ao centro, implorando para que Filipe lhe beijasse o sexo e por ali se ficasse, a brincar, a provar, a lamber e a provocar espasmos e arrepios que percorriam o corpo e dominavam a mente de Sofia, que por instantes deixara de pensar, de ser racional... só conseguia sentir, sentir, sentir!  Gemidos de loucura e prazer saiam da boca de Sofia, que nem as ondas do mar conseguiam abafar.
- Ahhh, Filipe! Quero-te tanto... - disse Sofia olhando nos olhos azuis do surfista. Os olhares denotavam fome e sede um do outro, fome e sede de mais um orgasmo, de mais uma explosão dos sentidos.
Sofia empurrou Filipe que ficou de novo deitado, agora já quase na areia, mas naquele momento já nada importava, naquele momento valia tudo... Sofia senta-se sobre Filipe e ficam de novo encaixados na perfeição. De novo os dois corpos passam a ser um só. Sofia agora está no controlo dos movimentos e Filipe aproveita a posição para beijar a agarrar os seios de Sofia. Ambos estão loucos de prazer e a excitação atinge um nível em que já nenhum dos dois quer parar...
Filipe, percebendo que a excitação de ambos está num crescendo, está onde não há volta a dar, onde é o tudo por tudo... agarra as nádegas de Sofia, de modo a ajudar nos movimentos, cada vez mais rápidos e ritmados.
Beijam-se, lambuzam-se os movimentos são cada vez mais rápidos e irracionais. Acabam por atingir um orgasmo simultâneo, explosivo, arrebatador e sem comparações com qualquer outro fenómeno da natureza...
Preocupados com as horas acabaram por se vestir rapidamente e voltar para casa. Combinam que seria um segredo entre eles. Filipe tinha a sua namorada e Sofia afirmava a pés juntos que também só queria uma aventura. Tinha saído há pouco tempo de um namoro e não gostava de se sentir presa a ninguém.
Ambos tentavam enganar-se a eles mesmos... mas nunca o iriam admitir.

No dia seguinte bem cedo, Sofia acordou com o som irritante do despertador e pegou de imediato no seu telemóvel. Tinha uma nova mensagem, do Filipe. "Minha querida, voltei para Nazaré. Tudo o que se passou connosco foi espetacular, mas eu tinha de voltar para a minha namorada. Espero que compreendas. Um beijo. Filipe"

Estão aqui todos os capítulos:

7 de janeiro de 2017

Consulta adiada

Consulta de ortopedia às onze da manhã de sábado.
Estava lá às 10h53. Não gosto de chegar atrasada. Levei um livro para ler enquanto esperava pela consulta. Dirigi-me ao balcão e digo ao que vou...
- Ahhh é a D.Vera??? Hoje não há consulta... a Dra. adoeceu. Telefonei para si e enviei um sms a avisar.
Olhei para o telemóvel. Não estava nada registado.
- Veja lá se marcou o 93371#$@? -perguntei eu.
- Ahhh... Tinhamos aqui um 6 em vez do 3... Peço desculpa.
Consulta marcada para o próximo sábado.

Conclusão 1- pedir sempre para repetir o número de telefone quando o damos.
Conclusão 2 - Os médicos também adoecem....

2 de janeiro de 2017

Mais uma mensagem XVII

De volta a agosto de 1999...
Sofia apresentou o Filipe a Rita como sendo o primo de Carlota... só tinha lá ido a casa  com ela para ir buscar as coisas para a praia.
Enquanto preparava o saco da praia, mudava de roupa e vestia o biquíni, a sua irmã esteve à conversa na sala de estar com ele e pareceu não suspeitar de nada. Aquele giraço não era o novo namorado da sua irmã... Acabou por ir para a praia também com eles e tanto Sofia como Filipe mantiveram o plano anteriormente delineado e deixaram os prazeres carnais para um momento mais oportuno... que não demorou mais que umas horas a surgir.
Após o jantar em casa com os pais e a irmã Sofia anuncia que vai sair com umas amigas do trabalho e que deve voltar tarde.
- Não esperem por mim acordados ok? Eu já sei que quando saio com elas é para pormos a conversa em dia... - mentiu Sofia com um ligeiro sentimento de culpa mas não podia contar a verdade à sua família, não podia contar que ía sair com um rapaz que mal conhecia e que de certeza que iriam fazer coisas que os pais não iriam gostar de saber...
Entrou na carrinha pão de forma com o coração acelerado... olhou para ele que a brindou com o seu sorriso...
- Oi jeitosa! Pronta para uma voltinha na carrinha mais fixe do território nacional?
Era mesmo vaidoso aquele gajo, mas Sofia gostava da maneira descontraída e simples de ele ser.
- Olá Sr. Convencido... onde me levas?- perguntou Sofia enquanto colocava o cinto de segurança.
- Podia levar-te a muitos sítios mas agora só me apetece levar-te ao céu e ficamos por lá até nos fartarmos...  - piscou-lhe o olho e arrancou com o carro deixando Corroios para trás.
Durante o trajeto foram conversando e brincando, mas ambos pensavam no momento daquela tarde no elevador onde mais uma vez tinham demonstrado que existia uma enorme atração entre eles. A antecipação do momento que se avizinhava deixava Sofia ansiosa... Colocou a sua mão na perna de Filipe e perguntou-lhe se sabia para onde iam...
- Sim estamos quase a chegar... Não te preocupes...
Afinal Filipe sabia bem para onde íam... Praia da Riviera. Sofia fartou-se de rir:
- Na praia Filipe? Trouxeste-me para a praia... ahahah... Ok...
Saíram do carro e Filipe pegou na mochila que tinha umas mantinhas no caso de a noite arrefecer, aproximou-se de Sofia, ladeou a sua face com ambas as mãos e beijou-a loucamente. Sofia abraçou Filipe e recebeu o beijo ansiado deixando que o surfista a descobrisse com a língua. Encostaram-se e Sofia percebeu a grande excitação de Filipe... deixando-a ainda mais excitada e pronta para o que iria acontecer a seguir.
Estava uma noite escura, lua nova... ótimo para casais de namorados que não têm 4 paredes para se deleitarem, para se amarem.
Filipe estendeu uma manta numa duna de areia, numa zona rodeada com alguma vegetação. Sofia observava-o e só pensava em tirar-lhe aquela t'shirt e poder sentir a sua pele, os seus músculos ligeiramente trabalhados, o seu sabor.
Filipe aproxima-se de Sofia e passa os dedos pela sua face...desce pelo pescoço... pelo ombro... descendo até à mão entrelaçando os seus dedos carinhosamente nos dedos trémulos de Sofia. Beija-lhe carinhosamente o pescoço e sussura-lhe ao ouvido "Quero-te"... Sofia estava já em êxtase e queria mais, queria sentir o corpo de Filipe  no seu... Filipe puxou-a  até à manta, cuidadosamente estendida na areia e deitaram-se lado a lado.
- És tão linda Sofia e excitas-me de uma maneira que nem imaginas...
- Ohhh Filipe... cala-te e beija-me - diz Sofia enquanto se aproxima dele e o beija apaixonadamente.
A partir daqui não há diálogos que acompanhem a imagem. A situação fala por si própria.  Aos poucos foram tirando a roupa, descobrindo cada centímetro um do outro... As mãos tornaram-se autónomas e tocaram nos sítios certos... provocando gemidos silenciosos e sensações fortes. As bocas e línguas percorreram os sítios certos, onde as terminações nervosas permitem ter sensações extraordinárias e que parecem ter sido feitas apenas para sentir prazer sexual. Ambos viviam aquele momento com paixão, com ardor e com vontade de se unirem num só corpo.
Filipe colocou-se sobre Sofia apoiando-se nos cotovelos, o cabelo num desalinho e um olhar de desejo... a boca semiaberta e um sorriso apaixonado perante o quadro que vislumbrava. O cabelo longo e negro de Sofia emoldurava a sua face rosada, os seus lábios carnudos e vermelhos de tanto beijarem Filipe, os seios inchados e arrepiados... Sofia estava pronta... e Filipe penetrou-a devagarinho, para sentir todos os centímetros húmidos e escorregadios do seu interior.
Ambos gemeram, ambos sentiram, ambos quiseram mais e mais. A loucura do momento levou-os a pensar que queriam estar assim para sempre... A sensação de prazer chegava a todos os nervos dos dois corpos. Os movimentos tornaram-se mais rápidos, mais carnais... as mãos de ambos viajavam pelos corpos... os beijos ardentes e molhados... os olhares de desejo e satisfação trocados... tudo indicava que a excitação ía culminar num momento explosivo e gigantesco de prazer. Filipe aumentou a cadência dos movimentos ... Sofia enterrou as unhas nas costas do surfista, fechou os olhos arqueando ao mesmo tempo as suas costas para receber todo o prazer que Filipe lhe estava a dar... e durante alguns segundos ambos multiplicaram por dois todo o prazer que sentiam... rebentando num orgasmo partilhado... um momento mais que ansiado. Dois corpos que se tornaram num só...
Terminada a explosão de prazer, restaram as respirações ofegantes,  os suspiros de cansaço e os sorrisos de felicidade.
- Tão bom...Filipe! - disse Sofia aninhando-se nos braços do surfista, que entretanto já se tinha deitado a seu lado, beijando-lhe levemente o braço onde pousara a sua cabeça.
- Sofia... és linda! Quero-te mesmo... -disse Filipe beijando os caracóis despenteados de Sofia que fechara os olhos e saboreava o momento... Não se iria esquecer daquele dia... nunca! 


Voltar à escola?

Perguntei assim à miúda de 8 anos:
"Estás desejosa de voltar à escola?"
"Mais ou menos" responde ela, com alguma indiferença enquanto termina de pintar uma árvore de Natal.

Cá para mim ela está como eu... Também estou "mais ou menos" desejosa de voltar à escola.
Apetecia-me continuar a poder dormir até tarde e a ela também...
Apetecia-me ficar de pijama a ver televisão o dia todo, e a ela também...
Apetecia-me não ter que me portar bem o dia todo, e a ela também...

Mas ambas sabemos que o que é bom acaba depressa e que as rotinas estão de regresso para o nosso bem!

Amanhã recomeçam os despertadores a tocar cedinho, recomeçam os amuos matinais, recomeçam os ralhetes e os atrasos na casa de banho.

Amanhã  recomeçam os almoços de marmita, as mochilas arrumadas e as  lancheiras preparadas.

Amanhã recomeçam os abraços à porta da escola, recomeçam as frases ditas ao ouvido "boa escolinha" e "Gosto de ti",  recomeçam os beijinhos que permanecem na bochecha com a cor do nosso batom.

Amanhã recomeçam os TPC, recomeçam os equipamentos dobrados e prontos a usar na aula de educação física, recomeçam as brincadeiras com os amigos na escola.

Amanhã recomeçam as esperas ao portão pelo toque da saída, recomeçam os abracinhos seguidos da pergunta "como correu a escola", recomeçam as viagens de carro até casa onde se matam um bocadinho as saudades.

Amanhã recomeçam os banhos a hora tardia, recomeçam os jantares a 4 e em casa, recomeçam as idas para a cama cedinho...

Se estamos praparados para estes recomeços todos??? Claro que sim, venham eles pois sabemos que a vida tem de ter regras e horários e amuos e ralhetes e mochilas e batom nas bochechas e abracinhos e banhos...

Venha de lá essa rotina que já estavamos a ficar mal habituados!

Leite de aveia

Nos últimos tempos andei um pouco  preguiçosa e não fiz o meu leite de aveia... ora como diz o ditado "ano novo, vida nova". Ou melhor, ano novo... de volta aos bons hábitos.
Assim já pus de molho em água, flocos grossos de aveia com duas tâmaras, para adoçar. Mais logo vai até à bimby e fica pronto!
Sim, dá algum trabalho (pouquíssimo) mas fica muito mais barato que o leite que se compra nos supermercados e sei bem o que este contém!

Portanto... resolução número 1 de 2017 - voltar a fazer leite em casa.

1 de janeiro de 2017

Mais uma mensagem XVI

Havia um mundo de  conversas para pôr em dia... Sofia e Filipe tinham muito que falar, precisavam esclarecer tudo e quem sabe fazer planos para o futuro.
Resolveram sair juntos nessa noite. Iriam jantar a qualquer lado e talvez beber um copo num barzinho recatado e calmo onde pudessem estar à vontade para conversarem e matarem saudades um do outro. O Miguel e a Madalena ficariam a dormir em casa da tia, mãe da Carlota, a principal culpada por se terem conhecido. Os miúdos gostaram de Sofia e queriam ter ido com eles... A inocência da tenra idade não lhes permitia compreender a importância daquele momento para os dois adultos. Poderia ser o virar de página, o iniciar de um novo capítulo nas vidas de todos eles. Acabaram por ficar bem, depois de Sofia lhes prometer que iriam conhecer, no dia seguinte, o Kiko.
Filipe ouvira falar na renovada rua em Cacilhas, Cândido dos Reis e pediu a Sofia para lá irem jantar.
- E que tal se repetíssemos a nossa primeira refeição juntos. Lembras-te? Comemos pizza? - inquiriu divertida.
- Como é que me poderia ter esquecido...? Foi aí que tudo começou. E também me lembro do balde de água fria quando chegámos à tua casa e estava lá a tua irmã.
Riram-se os dois à gargalhada ao lembrarem-se desse momento tão embaraçoso mas divertido.
- Vamos então para Cacilhas. Vais conhecer a Máfia das Pizzas, onde se come muito bem! O ambiente e atendimento são 5 estrelas. E estaremos à vontade para conversar...
Sofia olhou para Filipe com carinho... Não parecia que tinham estado afastados tantos anos. Pior que isso era pensar como é que conseguiu viver tanto tempo sem o procurar, o que durante alguns anos foi a sua obsessão, procurava-o apenas para umas horas de amor e sexo num qualquer motel ou pensão. Tinha sido uma relação estranha, da qual não se orgulhava, daí nunca ter contado a ninguém que tinha sido a amante do homem que ela queria para seu marido, mas que ele apenas a considerava como a segunda escolha.
Dirigiam-se para Cacilhas no carro do Filipe, um Nissan Qashqai cinzento, em silêncio. Sofia recordou-se dos bons momentos que passaram na carrinha pão de forma... Na rádio tocava The Sound of Silence dos Disturbed.
Filipe procurou, com a sua mão direita, a mão de Sofia e ambas entrelaçaram-se como não acontecia há muito. Ambos os corações bateram mais rápido, como que a avisar os seus donos que vinha aí um momento tenso...
Pegou na mão dela levou-a até aos seus lábios e deu-lhe um beijo, fazendo Sofia estremecer e fechar, momentaneamente, os olhos
- Desculpa - disse ele - Desculpa pelos anos todos que não te soube dar o valor que merecias... Desculpa por não ter percebido o quanto te fiz sofrer.
Sofia ficou em silêncio e soltou a sua mão da dele voltando a colocá-la na sua própria perna.
- Eu voltei após estes anos todos para te pedir perdão, Sofia... - Filipe estava ansioso e conduzia a 20km à hora para poder olhar bem para Sofia. Continuava linda, continuava a ser a miúda quente e sensual que Filipe tanto amara sem saber. Era amor o que tinha sentido por ela... e continuava a sentir!
- Filipe tu não imaginas o que eu passei... - disse Sofia virando-se no banco do carro para poder vê-lo, olhá- lo nos olhos azuis que pareciam conseguir ler-lhe o que estava escrito no coração. - Achas que eu gostava da vida que tínhamos? Achas que eu era feliz ao saber que vivias com outra pessoa... quando tudo o que eu queria era...- Voltando a olhar para a estrada-  Eu queria que fosses só meu! Não é fácil desculpar-te... esquecer tudo o que se passou. -rematou Sofia com um nó na garganta e com a voz alterada prestes a chorar.
- Eu sei minha querida... agora eu sei... - voltou a pegar na mão de Sofia -  Quando te perdi... quando te afastaste e pediste para não te procurar mais, foi quando eu vi que era a ti que eu amava. Também sofri muito, mas principalmente sofri por te ter feito sofrer. Amava-te e não sabia que te amava... pensava que era só tesão e paixão...
- Filipe... e porque só me procuraste agora? - Sofia continuava confusa com tudo o que ouvia. - Casaste com a Patrícia? Ela é a mãe dos teus filhos? Onde é que ela está?
Após estas perguntas um carregado silêncio ecoou no carro... Estavam a chegar a Cacilhas e Filipe procurava estacionamento.
- Conto-te tudo à mesa do restaurante, pode ser?

Homens???

Só por curiosidade, minha e de outras pessoas com quem tenho falado, gostava imenso de saber, mais ou menos, quantos homens estão a ler a estória "Mais uma mensagem".
Ok... não precisam assumir publicamente que lêem e não precisam fazer comentários  mas gostava mesmo de saber se o sexo oposto está a gostar das aventuras da Sofia e do Filipe.
Sei de 3 homens que estão a ler e a gostar... um deles é o meu marido. E os outros???
Opá... enviem uma mensagem ou ponham um gosto lá no Facebook só para eu ficar com uma ideia.

Atenção meninas que andam a ler... têm mostrado aos vossos maridos???

Obrigada!

Ps -  Hoje de madrugada sai mais um episódio...

Beijos