28 de maio de 2017

Festa é festa

Aproxima-se a época das festas de verão. Aproxima-se a época do caracol, da bifana e da imperial. Aproxima-se a época dos bailaricos populares, dos encontros com os amigos e das noites quentes e divertidas.

Em Santa Marta do Pinhal, freguesia de Corroios, conselho do Seixal comemora-se este ano de 2017 o 8º aniversário do Clube Associativo Santa Marta do Pinhal - CASMP.
E como são feitos estes festejos? Da melhor forma!!!!

De modo a comemorar mais um aniversário a direção do CASMP e seus colaboradores e amigos organizam as, já muito conhecidas, festas mais animadas da zona. 

De entre os "comes e bebes" que toda a gente aprecia, destacam-se as bifanas, entremeadas, couratos e caracóis, não esquecendo o chouriço assado ou o caldo verde quentinho. Tudo isto deve ser bem regado com as imperiais fresquinhas. 

As festas de Santa Marta decorrem aos sábados e algumas sexta-feiras e o palco tem sempre convidados especiais que animam a noite e põem todos a dançar. Este ano o CASMP convidou, entre outros artistas, Trigo Roxo, Cátia Sofia, Nelson e Nelson, Helder Costa e Hakunamatata. Ao longo destas 10 noites de festa, o Clube quis também dar lugar a artistas da terra como Diana Soares, Manuel Loureiro e Luís Gonzaga.

No dia 5 de junho realiza-se a sessão solene comemorativa do aniversário do Clube, que será abrilhantada pelo grupo de cantares do CASMP - Os rouxinóis.

No dia da Criança existirão espetáculos e animação para os mais pequenos. 
A Zumba terá também lugar nestas festas com aulas abertas a todos que queiram praticar esta divertida  modalidade.

O espaço onde se realizam as festas, o campo de basquete no jardim de Santa Marta, não ficaria completo sem as famosas barraquinhas das pipocas, das farturas ou de artesanato.

Animação não vai faltar nos próximos dias 1, 3, 5, 9,10, 16,17, 23, 24, 30 de junho e 1 de julho! Fica o convite! 

Obviamente que estas festas não seriam possíveis sem os apoios da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia de Corroios e dos vários patrocinadores.





26 de maio de 2017

No meu silêncio

@ No silêncio dos meus pensamentos atormentados perco-me.
Perco-me  no diálogo rebuscado e ofensivo dos meus eus.
Perco-me no desafio de querer ignorar estas vozes, estes gritos, estes diálogos.
Conversas egoístas onde nenhum dos meus eus ouve o outro.
Inimigos, incongruentes, confusos, devastadores.
Paro para ouvir com atenção. Paro para tomar uma decisão.
Deixo  de os ouvir. Calam-se. Mas estão lá!
Sombras escondidas nas sombras da assombrada mente onde vivem, crescem, alimentam-se e reproduzem-se. Seres vivos imortais.
Paro para escutar mas eles, calados observam-me e esperam... quando me distrair voltam a sair das sombras, sorrateiramente e gritam palavras obscenas, riem, riem muito. Falam alto. Eu ignoro ou tento ignorar,  mas sei que falam de mim ou para mim... não sei!
Gritam, pulam, movimentam-se. Abanam todo o meu ser. E eu?...
Fujo. Escondo-me. Encolho-me num canto escuro da minha mente e fico por lá. Aguardo ansiosamente que se calem. Aguardo até morrer, se preciso for, pois não encontro forças para os matar primeiro.

Vera

23 de maio de 2017

Por um planeta melhor...

Cansei-me! Cansei-me mesmo! Perdi a conta aos guardanapos de papel, sacos de plástico e folhas de alumínio que gastamos cá em casa com os lanches dos dois miúdos. 

Normalmente peço para reutilizarem os sacos mas nem sempre me ouvem, principalmente o miúdo de 12 anos, que está a entrar "naquela fase", nunca ouve o que a mãe diz.

Resolvi a questão desta forma: peguei num tecido plastificado e num instante fiz esta bolsinha para a miúda.





Vamos começar amanhã a experiência. Em princípio vai ser para levar uma peça de fruta, no entanto, dá também para levar pão, bolachas, frutos secos...


O material é lavável à mão ou na máquina e o melhor de tudo: protegemos o meio-ambiente e poupamos dinheiro. 

Assim que tiver um tempinho livre, sento-me à máquina e faço mais uns saquinhos do mesmo género. Vou querer um ou dois para mim, claro! 

Já o rapaz de 12 anos... vai ser mais difícil mas, nada como um "chorudo" aumento na mesada para o convencer a usar uma bolsinha destas.  

19 de maio de 2017

Mais uma mensagem XXII

O quarto não era nada de especial. Pequeno, simples e de cores claras. Não  era um quarto de motel para amantes. Não era um motel. Não tinha um espelho no teto nem flores numa jarra. Era um simples quarto com uma cama no centro, duas mesas de cabeceira, um pequeno sofá azul escuro, já bastante coçado pelo uso. Na parede da cabeceira da cama estava pendurado um quadro grande com uma pintura abstrata em tons de vermelho e preto. Sofia não gostava daquele quadro e nada tinha a ver com o resto da decoração. Das várias vezes que pernoitaram neste quarto, Sofia olhava de soslaio para o mesmo e torcia o nariz. Mas não estava naquele quarto para apreciar arte. A janela antiga, com vista para as traseiras da casa, decorada com um cortinado florido, antigo e fora de moda, era aberta assim que chegavam ao quarto, tal era o cheiro a mofo. Num dos cantos do quarto estava uma mesinha redonda com uma pequena televisão, um candeeiro cuja lâmpada estava fundida e um cinzeiro de metal. Nenhum destes 3 objetos foi usado nessa noite. Mas a cama foi. A cama foi usada apesar de os lençóis não serem de seda, apesar de não haver almofadas a embelezá-la, apesar de não ser confortável.
A cama. O ponto de encontro. O porto de abrigo. O ninho. O núcleo. O ponto de partida de uma relação proibida. O começo de um relacionamento privado. O berço de momentos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis. Sofia passou a chamar-lhe "a nossa cama".
Filipe tinha um amigo que alugava quartos para férias, na Nazaré. O negócio havia sido durante muitos anos da sua mãe, a "ti Joaquina", nazarena de sete saias amplamente conhecida por portugueses e estrangeiros que por ali passavam férias. De sorriso simpático cativou milhares de clientes para alugar os seus quartos, rooms, chambres, zimmers.. Assim que a "ti Joaquina" faleceu, o filho Pedro passou a alugar os quartos também aos seus amigos na época baixa, para levarem as suas namoradas ou conquistas. Filipe passou a ser um destes clientes. Um cliente habitual.
Sofia acordou sobressaltada sem saber bem onde estava. Tentava adaptar os olhos à escuridão quando se lembrou. Virou-se na cama e colocou o braço sobre o peito nú, quente e musculado de Filipe. Sorriu e beijou-o ao de leve no ombro. O surfista dormia profundamente. Sofia olhou-o, na penumbra do quarto, observando os traços do seu rosto. Parecia ter sido desenhado por anjos ou arquitetos. Os seus traços eram perfeitos. Inalou o cheiro do cabelo e do pescoço e sentiu o aroma perfeito. Parecia ter sido pensado por perfumistas conhecedores dos aromas e das fragrâncias que Sofia mais gostava. Passou o dedo suavemente pelos lábios do surfista e ele, ainda a dormir, sorriu. Pouco tempo depois Sofia adormecia, também com um sorriso nos lábios.
Tinham tido uma noite perfeita. A primeira de muitas noites que ainda iriam ter. Sofia não se importava  de ser a outra, a amante... Sofia queria viver com Filipe apenas aqueles momentos. Voltou a explicar-lhe que não era  uma mulher para casar. Era uma mulher para ter prazer e dar prazer. Não estava preparada para viver com ninguém. Não queria ter que dividir casa, carro e cama com ninguém. Queria partilhar o seu corpo com Filipe. Queria partilhar sabores, odores, gemidos e sorrisos.
Filipe não se importava. Mas lá no fundo queria ter Sofia todos os dias. Queria ensiná-la a surfar. Queria cozinhar para ele os seus pratos preferidos. Queria poder ver a linda e sensual Sofia a envelhecer a seu lado. Nunca lhe disse isso. Guardou-o para si. Ela  nunca iria entender.
Na manhã seguinte, bem cedo voltaram às suas vidas normais. Nada do que tinha acontecido entre aquelas quatro paredes era para ser partilhado. Nenhum dos momentos vividos naquela cama seria relatado a terceiros. O mundo real jamais entenderia. O mundo real é preconceituoso e cruel. No mundo real não há espaço para eles.
Fecharam a porta do quarto e deram um último beijo. Mas ambos sabiam que não era o último beijo. Ambos sabiam que assim que a fome voltasse e o desejo surgisse, aquela porta tornaria a abrir-se para eles. A cama voltaria a ser a "sua cama". As paredes do quarto pequeno, simples e de cores claras voltariam a presenciar momentos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis.

13 de maio de 2017

10 de maio de 2017

Mais uma mensagem XXI

Sofia estacionou o carro mas não o desligou logo de modo a poder ouvir até ao fim a mais recente música "Man on the moon" dos norte-americanos REM. Ouvia com atenção a letra enquanto observava  a rua onde se encontrava. Vazia, não se via ninguém por ali. Um nervoso miudinho fê-la estremecer por dentro. Estava uma noite muito escura e estava um frio de rachar.
Acabou de ouvir a música, inspirou fundo e pensou que tinha chegado o momento. O momento de esclarecer tudo com Filipe, com o surfista loiro de olhos azuis que faz o seu coração bater mais forte desde o verão passado. Enquanto subia a rua deserta que a levaria ao encontro marcado, apertou até acima o seu blusão de penas, tremeu de frio e reviu na sua mente o que tinha planeado dizer. Sentia-se nervosa e ansiosa... como uma atriz que se prepara para subir ao palco e estrear uma nova peça. Era a atriz principal e no momento estava com medo de ter uma branca. Tinha tantas perguntas para lhe fazer... mas temia que ao contracenar com o outro protagonista ir-se-ía esquecer de tudo.
Num instantinho chegou ao miradouro que estava praticamente deserto... Olhou para o seu relogio de pulso, 21h35, estava 5 minutos atrasada mas não se preocupava pois andou a adiar este encontro por quase 3 meses.
Percorreu o local com os olhos pouco habituados ainda à luminosidade que se fazia sentir e vislumbrou um grupo de 4 jovens rapazes que, sentados no muro do miradouro, conversam, riam e fumavam uns cigarros duvidosos. Viu também, sentado num dos bancos de madeira da praça, um idoso, provavelmente, sem-abrigo, acompanhado pelo seu cão, por sinal também com bastante idade. Sentiu compaixão pelos dois. Estava frio e ambos mereciam um sitio mais aconchegante e quente para passarem a noite.
Finalmente viu o surfista, sentado no muro do miradouro com as pernas para fora, virado para o precipício e de costas para ela. Tinha o cabelo solto que voava revolto ao sabor do vento frio e agreste que soprava. Suspirou, encheu o peito de ar frio e sussurrou:"Vai-te a ele Sofia"  enquanto dava o primeiro passo da curta caminhada até ele.
- Boa noite! - a voz saiu-lhe rouca e sumida e teve até receio que fosse inaudível. Mas o surfista ouviu e virou-se com rapidez assim que escutou aquela voz doce e sensual...
Com um grande sorriso nos lábios mas olhar inquisidor e reticente respondeu:
- Olá Sofia, como estás? - saltou do muro e ficou de pé em frente a ela com uma tremenda vontade de a abraçar, de a elevar nos braços e de beijar os seus lábios. Conteve-se, mas desejou que aquele encontro permitisse que tal voltasse a acontecer.
Sofia cumprimentou-o, friamente, com dois beijos na face e as suas pernas tremeram e fraquejaram... Era impossível deixar a cabeça mandar, por mais planos racionais e inteligentes que fizesse, por mais séria e adulta que tentasse ser continuava a sentir-se uma adolescente parva que não sabe reprimir e controlar os sentimentos.
Ambos sorriram e durantes uns breves segundos os seus olhares ficaram presos um no outro. O momento foi interrompido pela voz de Filipe:
- Já jantaste Sofia? Podemos ir até ao meu restaurante, comemos qualquer coisa e conversamos. - propôs o surfista.
- Pode ser... ainda não comi nada e gostava de conhecer o teu restaurante. -respondeu Sofia hipnotizada pelo olhar profundo do surfista.
- Então vamos lá! - Filipe estendeu a mão a Sofia de modo a que ela lhe desse a sua mas assim que viu o olhar reprovador da rapariga baixou a mão e riu-se baixinho.
No restaurante, jantaram calmamente e conversaram. Sofia disse-lhe que tinha ficado desiludida com o facto de depois de terem uma noite magnífica de sexo, ele a ter abandonado sem grandes explicações. Acabou por se sentir usada e abandonada. Sabia que ele tinha uma namorada mas achava que merecia uma conversa antes de ele desaparecer.
Filipe sentiu-se terrivelmente mal... acabou por explicar que tinha gostado tanto daquela noite que desde então não pensava noutra coisa. Foi-se embora com receio de se apaixonar por Sofia... Filipe sabia que ela não queria relacionamentos sérios e  preferiu não prolongar algo que não teria futuro.
- Bem, parece que nenhum nós sabe o que o outro quer... ou melhor, nenhum de nós sabe o que quer! - disse Sofia saboreando um gole de vinho tinto.
- Eu sei que te quero Sofia! Sei que todos os dias desde essa noite de verão penso em ti e que me apetece ter-te de novo nos meus braços... - sorriu e esticando o seu braço roçou os seus dedos, ao de leve, na face de Sofia que o olhava embevecida ao ouvir tais palavras.
Fechou os olhos e apreciou o toque carinhoso do surfista. Num repente, sentiu os lábios quentes e macios de Filipe a beijarem os seus. Um beijo intenso, profundo e arrebatador que não durou mais que 3 ou 4 segundos mas que chegou para paralisar a respiração e os batimentos cardíacos dos dois.
- Filipe... és louco! - olhou em volta de modo a perceber se o momento ousado e proibido tinha sido visto por um dos empregados ou pelo casal que jantava na mesa do outro lado do pequeno restaurante. Mas ninguém viu.
- Calma - sorriu Filipe e os seus olhos azuis brilharam de paixão. - Tinha tantas  saudades tuas! Fica cá está noite... comigo!
Sofia nem queria acreditar no que ele lhe estava a propor... Era tão errado, mas tão incrivelmente tentador... Sofia não controlava os seus pensamentos que voaram até à praia da Riviera onde, há apenas 3 meses se entregara a Filipe. A hipótese de voltar a estar com ele, de voltar a senti-lo em si deixou Sofia com a estranha sensação, no baixo ventre, que mostrava claramente o que o seu corpo queria que respondesse.
- Filipe... vou ser muito sincera contigo. Eu vinha preparada para pôr um ponto final neste assunto. Cada qual devia seguir a sua vida e fazer os possíveis para esquecermos tudo o que se passou. - Filipe olhava-a com atenção, mas com um sorriso provocador, antecipando como iria terminar aquele monólogo. - Eu vinha preparada para tudo isso, mas tu tens o dom de me deixar a tremer por dentro... - sorriu e desviou o olhar envergonhada.
- Hum... estou a gostar desta parte... deixo-te a tremer?! - levantou-se rapidamente, piscou-lhe o olho e afastou-se em direção à cozinha do restaurante.
Sofia riu-se e aguardou o seu regresso. Terminava o vinho que ainda tinha no copo quando Filipe regressou com duas taças de mousse de chocolate.
- Espero que gostes de mousse caseira! E espero que não leves a mal esta minha pressa.. é que eu agora só te quero tirar daqui!
- Filipe... tu és mesmo doido!
Sofia sabia que nada do que tinha planeado estava  a acontecer, no entanto, percebeu que naquele momento intenso estavam ambos tão felizes, que nada haveria a fazer. Ia ter de passar a noite por ali... No dia seguinte logo voltaria ao plano A, ou não...

Estão aqui todos os capítulos:

8 de maio de 2017

Dia da Mãe... é só mimos

Nunca liguei muito aos "dias de qualquer coisa" e o dia da mãe está incluído. Assim, este dia da mãe fomos apenas dar uma voltinha à Fonte da Telha para beber um café e para os miúdos darem uns toques na bola.

Na esplanada, preparava-me para tirar umas selfies com o miúdo adolescente quando ele me diz:

- Estás cheia de cabelos brancos, mãe!

O meu olhar de reprovação faz com que ele e o pai desatassem a rir. Mas não ficou por aqui no que aos mimos diz respeito:

- Olha... e também tens bigode! -apontando para o meu buço que aguarda uma sessão de depilação definitiva na minha esteticista.

Risota dos dois marmanjos, sabendo que eu nem levo a mal estas brincadeiras.
Chega a miúda que tinha estado no areal a dar uns toques e peço-lhe ajuda.

- Lara, querida, ajuda-me... Diz-me coisas bonitas - peço-lhe com cara tristonha, ao que ela responde com cara de anjo:

- Lara!!!

Tenho uma família de cómicos e ninguém me tinha avisado!

1 de maio de 2017

Mais uma mensagem XX

Filipe não estava feliz... sentia-se deprimido e triste. Por mais que tentasse esquecer os bons momentos que passara com Sofia não havia como o fazer. Chegava a adormecer com ela no pensamento, sonhava com a sua imagem e o primeiro pensamento a surgir de manhã era o seu sorriso. Não gostava da sensação pois sempre pensara que Sofia seria apenas uma aventura passageira, no entanto, sentia saudades dela e o seu coração sorria sempre que se lembrava dela.
A Patrícia, sua namorada e companheira, apesar de andar  tão distraída e ocupada com os campeonatos de surf que organizava pelo país inteiro, reparava que ele andava distante e diferente... indiferente também. Questionou-o várias vezes sobre a razão da sua indiferença, chegando mesmo a perguntar-lhe se ele havia conhecido outra pessoa. Fê-lo em tom de brincadeira mas deixou Filipe ainda mais ansioso em relação aos seus sentimentos. Não iria pôr em causa uma relação certa e real com Patrícia por não conseguir parar de pensar em Sofia. Ainda se ela lhe ligasse, se lhe desse um sinal de que valeria a pena... possivelmente ele não esperaria pela segunda oportunidade.
Por várias vezes pensou voltar à Costa de Caparica... por várias vezes ponderou telefonar a Sofia para ouvir a sua voz e o seu riso... mas de cada vez que tal lhe passava pela mente, acabava por desistir pois sabia que ela estava bem sozinha e que muito provavelmente nem pensava nele. Ela mesma tinha afirmado que não estava disponível para relacionamentos longos...
Acabou por se dedicar ao seu novo negócio um restaurante bem perto da Nazaré, no Sítio, onde podia, a qualquer altura pegar na sua prancha e dominar as ondas ou simplesmente sentar-se numa das escarpas e observar o mar, o pôr-do-Sol e toda a beleza natural que tanto adorava. Por vezes visitava os seus avós em Abrantes, a sua cidade Natal. Sabia bem voltar a casa, estar com os amigos e com os seus segundos pais. Os avós cuidavam dele desde que Filipe ficara órfão e esmeraram-se na sua educação. De qualquer forma Filipe tinha sido um jovem rebelde e malandro, até conhecer Patrícia num campeonato de surf na praia Grande. Apaixonaram-se logo e pouco tempo depois já viviam juntos. Foi com Patrícia que Filipe se imaginou casado, a ter filhos... Tinham o mesmo estilo de vida, ambos tinham os mesmos interesses e Filipe conseguia imaginar-se a ser fiel àquela mulher... Até conhecer Sofia!
Agora tudo o que imaginara com Patrícia visualizava Sofia no seu lugar e a sensação de ser Sofia a sua mulher era muito mais interessante. A ideia de Sofia poder ser um dia a mãe dos seus filhos deixava-o bastante mais feliz...

Entretanto, em Lisboa, Sofia saía da livraria com um plano em mente... Meteu-se no carro e seguiu viagem até à Nazaré. Já tinham passado três meses desde que recebera a última mensagem de Filipe e o tempo que passara servira para ponderar no que tinha em mente. Iria procurar Filipe. Queria conversar com ele... estava farta de jogar aquele jogo. Queria chegar ao the end! Apesar de ter apagado o número de telefone da sua lista de contactos tinha-o memorizado mesmo sem querer. Assim que chegasse ao destino iria ligar-lhe... e explicar a razão de o querer ver. Não gostava daquela sensação de um trabalho inacabado... era quase como ler um livro que estava a adorar, colocá-lo numa prateleira para nunca mais o ler. Ela queria saber o final desta história.

O reencontro não foi nada o que cada um tinha em mente... Ambos chegaram ao local combinado de pé atrás e sem saberem muito bem como se comportarem perante o outro. Filipe chegou cedo visto que o local combinado era bem perto do seu restaurante. Tinham optado por se encontrarem num sitio público, mesmo no miradouro com uma vista magnifica sobre Nazaré, sobre o oceano... seria um local romântico para um casal namorar, trocar juras de amor ou beijos apaixonados. Mas Sofia tinha deixado bem claro, na conversa que tiveram ao telefone, que  apenas queria conversar. Filipe estava ansioso e feliz por voltar a ver Sofia, ainda que soubesse que não a iria ter nos braços, principalmente ali... na rua onde muitas pessoas conhecidas o poderiam ver.

Trabalho de grupo do mano

A miúda está a adorar o trabalho de grupo cá em casa... trabalho de grupo do irmão mais velho, claro!
Estão cá em casa 3 amigos do irmão, todos com 12 anos, muito simpáticos e bons alunos.
Sabem o que ela fez? Começou a fazer os TPC e pediu-lhes ajuda.
Chamem-lhe esperta...
Entretanto o trabalho já está feito e eles aproveitaram para andar aos tiros cá por casa...

Atenção, não me estou a queixar, antes pelo contrário... adoro ver que os miúdos crescem saudáveis e felizes.
Venham mais trabalhos de grupo deste género... que os miúdos agradecem! E os pais também!